sexta-feira, 13 de março de 2009

Bébé

Era uma vez, uma família feliz!
E tinham uma vida normal, um bébé de nove meses, mulher desempregada, e o marido a dar tudo por tudo para sustentar a família. O bébé todos os dias era levado para a creche para que a mãe conseguisse procurar emprego ( ou trabalho, o que fosse). Após semanas de busca lá conseguiu. Como o normal era a mãe levar o bébe´à creche, o pai não sabia o trabalho ( entre aspas) que era de ir levar a criança.
Como o horário da mãe, não permitia que ela levasse a criança à creche, o pai, ficou encarregue de ele próprio a levar.
Mas certo dia, saiu de casa à pressa colocou a criança de nove meses no banco de trás do carro, e foi para o trabalho a correr, pois iria ter uma reunião importante.
3 horas depois de chegar do trabalho e da reunião ter terminado, recebe um telefonema da esposa que lhe pergunta se tinha levado o bébé à creche..............
......................................................................................surgiu-se um silêncio aterrorizador, e o pai nem conseguiu responder, foi a correr ao carro que tinha deixado estacionado ao sol( pois em Aveiro, os estacionamentos são terríveis de encontrar) quando encontrou o seu bébé de nove meses, morto dentro do carro.

Esta foi uma história que me tocou bastante pois o bébé era sobrinho de um amigo meu.


Infelizmente, hoje em dia, os pais são atacados pelo desespero de arranjar trabalho, do horário a cumprir, das tarefas diárias, das compras para a casa, enfim......

Não sei até que ponto poderemos nós, meros seres vivos que tentam desesperadamente, sobreviver às crises a que somos colocados diáriamente, poderemos culpar alguém.
É um fim triste de uma família feliz, que se amava. E agora????
O que vai ser do pai que se vai matar todos os dias , ao lembrar-se do que fez?
E a mãe? Que por ter começado a trabalhar e por isso perdeu um filho de nove meses?
Estou sem vontade de continuar a escrever.... estou profundamente magoada. Eu própria tenho dois filhos lindos, que também os tenho que deixar na escola para ir trabalhar.


Os tempos mudam.Ainda me lembro que , quando pequena, a minha avó me levava para a terra, e lá passava as tardes com ela à vontade, a brincar como queria. E assim como eu, quase todos os meus da minha idade o fazia, porque assim o podiam fazer. A família assim o permitia. Hoje tudo mudou.

7 comentários:

Solita disse...

Já tinha ouvida falar qq coisa assim, não sei se é o mesmo caso.

É muito triste realmente

Jinhos e bom fim de semana

korrosiva disse...

Infelizmente esse caso não é inédito, já aconteceu mais vezes.
Mudam-se os tempo e com isso muda muita coisa :(

beijinhoss Sté

Ana Martins disse...

Amiga Sté,
esta tragédia foi noticiada hoje e penso que o país está chocado mesmo sem conhecer a criança e a familia.

Aqui mesmo onde vivo, já à uns anos o meu filho mais velho juntamente com dois ou três amigos encontraram uma criança dentro do carro, em frente à porta de casa, em pleno Verão já lavada em lágrimas e toda arranhada. Tocaram a campaínha e vieram de lá os pais impávidos e serenos, tinham-se esquecido do filho a dormir dentro do carro.
Enfim coisas sem explicação, mas o meu filho, ainda um adolescente na altura, chegou a casa muito revoltado.
Este caso felizmente acabou bem, a criança de hoje não teve a mesma sorte!

Quem somos nós para julgar os outros, mas que me metem muita impressão estas falhas, lá isso metem!!!!!!

Beijinhos,
Ana Martins

cassamia disse...

nao imaginas como esse assunto me toca... eu sou professora dos mais pequerruchos e às vezes quando faço de mãe ou de psicóloga ou de amiga lembro-me de mim, com a sua idade, solta pelos montes de trás-os-montes a brincar livremente...

Compadre Alentejano disse...

Este caso convida-nos a uma reflexão muito profunda. Acusar quem? O pai? Ainda mais!?
Evitar é que casos destes voltem a acontecer.
Compadre Alentejano

Mariazita disse...

Querida Sté
Uma história terrível esta, largamente noticiada na TV.
Claro que não vou culpar ninguém - basta a culpa que os pais sentem, com certeza - mas não posso deixar de dizer que PARTE da culpa é do sistema de vida a que nos habituámos.
Mas não vou alongar-me sobre o assunto. Não me parece nada oportuno fazê-lo, neste momento.

Mudando de assunto:
O meu amigo Botinhas telefonou-me pedindo para eu te expliaar como colocar o selinho dele, porque num comentário que deixaste no blog dele dizias não o saber fazer.

Olhe lá, ó minha menina, eu não lhe disse para me escrever para o meu email, para lhe explicar tudo direitinho?

Amorzinho, eu continuo à espera. Quando quiseres...escreve!

Beijinhos
Mariazita

PS - Muito obrigada pela tua visita à "Casa" e pelas lindas palvras que escreveste.
Beijão

Táxi Pluvioso disse...

Que cena!!! Ficamos mesmo automatizados nos nossos gestos. Se algo sai da rotina quotidiana, o comboio descarrila.